Após dois anos de esforços, um grupo de cientistas conseguiu criar 12 embriões de rinoceronte branco do norte para tentar salvar esta subespécie nativa africana praticamente extinta – informaram especialistas nesta sexta-feira (30).


Após a morte do último macho em 2018, apenas duas fêmeas deste animal permanecem no mundo, Najin e sua filha Fatu, protegidas na reserva queniana de Ol Pejeta.


Os cientistas conseguiram, porém, preservar gametas de vários machos antes de seu desaparecimento.


BioRescue, uma equipe de cientistas e ecologistas, conseguiu nos últimos dois anos coletar 80 ovócitos dos dois mastodontes e, junto com os gametas, criar um total de 12 embriões, informaram em um comunicado.


Esse sucesso é apenas temporário, reconheceu o diretor do Ol Pejeta, Richard Vigne, quando questionado pela AFP na sexta-feira.



A implantação de embriões nas fêmeas não é possível: Fatu sofre de lesões degenerativas no útero e Najin tem problemas motores nas patas traseiras que a impedem de engravidar.


Para criar os filhotes, os cientistas pensam em implantar os embriões em fêmeas de rinoceronte branco do sul, previamente selecionadas.


“Estamos fazendo coisas inéditas do ponto de vista científico, experimentando geneticamente com os últimos rinocerontes brancos do norte do planeta – muita coisa pode dar errado”, advertiu Vigne.


“Ninguém espera que vá ser fácil, mas acho que há uma boa chance de sucesso”, acrescentou.


Os rinocerontes brancos do norte tinham seu habitat natural no Sudão do Sul e em Uganda, e os rinocerontes brancos do sul, em toda África austral.


Verdadeiros mastodontes, os rinocerontes têm poucos predadores naturais. As supostas virtudes medicinais de seus chifres, principalmente na Ásia, causaram, no entanto, sua extinção quase total.

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